Em um esforço para fortalecer o compromisso com as questões climáticas e evitar a saída de membros, a Aliança Bancária Net Zero (NZBA), apoiada pelas Nações Unidas, está propondo novas diretrizes para que seus membros divulguem mais informações sobre suas ações para combater as mudanças climáticas. De acordo com informações da agência Reuters, a iniciativa busca incentivar a transparência sem impor a coordenação de ações entre os bancos.
A NZBA, que reúne 143 membros responsáveis pela supervisão de US$ 74 trilhões em capital, enfrenta o desafio de se manter coesa em meio a críticas de alguns políticos e investidores dos Estados Unidos contra as políticas de ambientais, sociais e de governança corporativa (ESG). Essas críticas testam a determinação dos bancos em aderir aos compromissos de sustentabilidade e ação climática.
Lançada há três anos, a aliança está introduzindo sua primeira grande atualização nas diretrizes, focando no estabelecimento de metas para a redução das emissões de gases com efeito de estufa ligadas às atividades de seus membros. O objetivo é alcançar a neutralidade de carbono em suas operações até 2050, alinhando-se com os esforços globais para combater as mudanças climáticas.
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Entre os membros notáveis da NZBA estão instituições financeiras de renome internacional, como Bank of America, Citigroup e HSBC. Essas diretrizes renovadas representam um passo significativo para que o setor bancário contribua de maneira efetiva para a transição para uma economia de baixo carbono, ao mesmo tempo em que mantém a integridade e a união de seus membros frente aos desafios externos.
A proposta da NZBA de aumentar a transparência sobre os compromissos climáticos de seus membros reflete a crescente importância das questões ambientais no setor financeiro. Ao adotar uma abordagem mais flexível, que incentiva a divulgação de informações sem exigir ações coordenadas, a aliança espera não apenas preservar sua base de membros, mas também reforçar o papel dos bancos na luta contra as mudanças climáticas.